domingo, 6 de fevereiro de 2011

Mori Girls





Alohaaa!!

Essa semana recebi o release de uma das tribos urbanas que pesaram como graande influencia para o desenvolvimento de muitas coleções.

Nada mais nada mesnos do que uma tribo Nipponica conhecida como Mori Girls.

Achei muito legal saber que tribos comos essas realmente inspiram coleçoes no ocidente e no mundo afora, vou colocar uma parte da matéria para vocês conferirem!



Mori significa “floresta” em japonês, o que explica um pouco o visual de andarilhas de um conto de fadas que elas possuem. A tribo vai ao encontro do movimento "Yuru-Nachu", que significa “relaxamento natural”, e passa a fazer parte de uma contracultura em resposta às antigas tribos japonesas. Ela provoca a perfeição da maquiagem, do cabelo e das cores saturadas utilizadas até então. Mori Girls, de alguma forma, simbolizam a rejeição dos jovens em relação à cultura high-tech japonesa, que tem recebido mais atenção da mídia nos últimos tempos através de reportagens sobre o acúmulo de lixo eletrônico no país.

Origem
Também diferente das outras tribos, o surgimento das Mori não aconteceu nas ruas de Harajuku. Nem nos bosques e florestas que elas tanto gostam. Na verdade, o termo surgiu em 2006, em uma famosa rede social japonesa chamada "Mixi", depois de uma usuária comentar uma foto de Choco, dizendo que ela parecia “uma garota da floresta”. Choco, seu nome na rede social, criou então uma comunidade dentro da rede, chamada “Mori Girls” que, em pouco tempo, atraiu mais de 8000 membros. Para entrar nela, é preciso ter a permissão de Choco, além de responder algumas perguntas pertinentes à tribo e às regras da comunidade.



Rapidamente, as Mori Girls ficaram conhecidas através da internet. Apareceram personagens da televisão japonesa inspiradas na tribo e também revistas, como Spoon, Note, Fudge, So-en, Fruits, Cutie, Zipper e Spur.
A 1ª, considerada a principal publicação dedicada às Mori, escolheu a atriz e modelo Yu Aoi para personificar a Mori Girl ideal. O arquético fictício das Mori era declaradamente a personagem Hagumi, uma linda estudante de arte da série "Honey and Clover", interpretada por Yu. A personagem impulsionou o estilo entre as jovens e Yu passou também a representá-lo. Marcas como Cocue, Cuccia e Mina Perhonen despontaram como representantes do estilo, abrindo espaço para uma série de outras que apareceram nos últimos 2 anos.

Comportamento

Como uma de suas principais características, Mori Girls se interessam por objetos que possuam história, como relógios de bolso e câmeras análogicas. Dentro desse contexto, as roupas vintage e os objetos feitos à mão muitas vezes por elas mesmas, passaram a ser valorizados e a fazer parte do estilo Mori.
Elas se caracterizam também por certas atitudes perante suas rotinas. Mesmo morando na cidade, preferem manter um ritmo de vida mais calmo, apreciando as pequenas coisas do dia a dia que muitos consideram insignificantes. Gostam de explorar os cantinhos da cidade, descobrir lojas peculiares pelas áreas de Shimokitazawa e Kouenji, além de cafés que ofereçam um ambiente nostálgico.






Os países da Escandinávia exercem grande influência sobre o estilo e as preferências das Mori. Destino desejado por muitas delas, aspiram de uma forma muito profunda serem suecas ou finlandesas por um dia. Marcas como Marimekko, da Finlândia, servem como inspiração, convidando artistas como Iso Satakieli para desenvolver ilustrações exclusivas para a marca.



O imaginário da Mori é povoado por uma vontade de viver uma vida simples, longe da rotina frenética das grandes cidades e de preferência no meio da floresta. Na vida real, essa ideia distante serve como inspiração para a decoração de seus quartos e casas, que se enchem de flores, papéis de parede, peças tricotadas e objetos vintage.


A ideia da casa na floresta é explorada em editoriais de moda e decoração.


Editorial de decoração da revista Mori Interiors
Estilo

A infantilidade natural do look das Mori Girls as distancia da agressividade das outras tribos jovens surgidas no Japão. Elas preferem sapatilhas a saltos, vestidos amplos a bandages, materiais de aspecto natural a sintéticos, unhas curtas a compridas, além de maquiagem leve e cabelos naturais.
O estilo tem sido incorporado principalmente por jovens entre 17 e 22 anos. De forma carinhosa, alguns as consideram uma mistura entre Chapéuzinho Vermelho, Maria Antonieta e Alice no País das Maravilhas. É fácil identificar onde o conceito Mori, que significa “floresta”, é aplicado no vestuário das meninas. O look é composto por camadas e as roupas são geralmente amplas, detalhadas com babados, rendas, fitas e crochê, tudo em tons que variam dos neutros durante a primavera e o verão, aos terrosos e quentes no outono e no inverno.
• Primavera-verão



• Outono-inverno



O look é volumoso, mas sem a adição de anáguas e saias de armação que possam comprometer o conforto, o que as distancia das Lolitas, por exemplo. Os acessórios são extremamente importantes, com destaque para as mantas de tricô, chapéus de palha, joias e bolsas vintage. O cabelo deve ser mantido natural, variando com penteados trançados que deixam o cabelo com aspecto bagunçado. A maquiagem é leve, somente intensificada por um blush rosado. A Mori Girl precisa gostar de um estilo mais natural, mas de forma muito peculiar.




Batas, vestidos e blusas de mangas bufantes têm a silhueta predominantemente A. São usadas com leggings ou meias-calças grossas, muitas vezes texturizadas ou adornadas por bordados. Raramente usam calças. As estampas favoritas são florais, poás e motivos orgânicos. Nas estações mais frias, sendo o outono a preferida entre elas, cardigãs de tricô, casacos de pele falsa, boleros de couro, ponchos e tapa-orelhas fazem parte do estilo.
Nessa época, agregam mais cores aos looks, como vermelho, verde, azul e marrom. Manter a aura da garota que vive na floresta é a essência de estilo delas. Atualmente, as marcas preferidas são Syrup, Wonder Rocket, Daisy, Anie Antique, entre outras.

Desfiles
De forma declarada ou não, muitas marcas já se inspiraram nas várias facetas da subcultura jovem japonesa. Para os jovens de lá, seus estilos consistem simplesmente em um modo de expressão e diferenciação. Mas para o mundo, é muito mais do que isso. As tendências surgidas lá são transcendentes e rebatedoras. Marc Jacobs parece entender isso, pois já trabalhou elementos inerentes às tribos japonesas em vários desfiles de sua marca homônima, como também na Louis Vuitton, marca a qual é diretor criativo desde 1997.
Já Daniela Gregis parece adotar elementos básicos de quase todas as tribos surgidas no Japão: as sobreposições e a mistura de cores. Outros estilistas, como Anna Sui e Alberta Ferretti, por exemplo, têm seus trabalhos reconhecidos por outras referências étnicas, mas o resultado final de algumas de suas coleções são visualmente similares ao estilo das Mori Girls.



Marc Jacobs - Nova York/Verão 2010/11


Alberta Ferretti - Milão/Verão 2011/12


Anna Sui - Nova York/Inverno 2011


Por:
Por Equipe de Pesquisa UseFashion (Natalia Bertolo, Renata Brosina e Thais Taffarel).
Direção de Pesquisa: Patrícia Souza Rodrigues.
Edição: Aline Ebert.
Web design: Vanessa Machado.
http://www.usefashion.com.br/

Aproveitando a deixa no evento da Expo Transamerica essas três peças em particular me chamaram a atenção como possivel inspiração Mori!







O que acharam?
Kiss Kiss Fall in Love by Mori Girls

3 comentários:

Vicky disse...

amo;.; E a Rika fica tão bem de Mori*-*

rika disse...

rika não sou eu não, né vicky? XD nunca usei mori na vida. é o tipo de estilo que eu gosto mais de olhar do que vestir, mto "hippie" demais pro meu gosto. 8D
acho que daria pra ir mais a fundo ainda na estética, e não sei se concordo com "rejeição dos jovens em relação à cultura high-tech japonesa", mas mto bom trabalho o de vcs. :)
essa saia ficaria mto legal msm com mori, por causa das camadas! <3

Vicky disse...

É você mesma rikão*-*
huahuahua
eu sempre imaginei você de mori*-*

Mori= amor

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